Geração à rasca e a memória
De momento estão reunidos uns quantos milhares de pessoas em protesto por melhores condições de vida.
No meio de um ou outro lá salta um discurso inteligente, mas a esmagadora maioria protesta num vazio de ideias. Parece-me bem que as pessoas se manifestem, mas a memória é tão curta.
O problema que estamos a viver é semelhante ao que os meus pais passaram e também os meus avós, mas olhando para esses tempos, estamos muito melhor agora do que eles alguma vez estiveram.
Sim, existem dificuldades, muitas sem dúvida. Mas não devemos esquecer que se agora se grita Socrates para a rua, é bom que não se esqueçam de pessoas, como Santana Lopes, Paulo Portas, Cavaco Silva, Durão Barroso, António Guterres e tantos mais. Que contribuiram todos sem excepção para a crise que sentimos. E só porque agora um senhor está numa cadeira em Belém não devemos esquecer a carga policial na ponte 25 de Abril, os 4 ministros da educação em 4 anos e tantos mais. Eu tenho idade que se insere nesta geração à rasca, mas se estou à rasca? Não, não estou! Poderia estar melhor? Claro que sim.
Mais do que os politicos, a mente e a cultura portuguesa precisa de mudar.


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